DevOps, como anda a cultura?

Há dois ou três anos venho trabalhando, estudando e analisando o conceito de DevOps.

Inicialmente, era claro que as operações deveriam ser, digamos assim, “mais liberais” em seus processos para deploy de novas versões. Se desapegar de processos manuais, se integrar mais com a área de desenvolvimento, entre muitos outros itens. O cenário, onde a operação é rígida ainda é muito encontrado nos ambientes de TI. Porém, estou observando uma mudança gradativa quanto aos processos de automação.

Cada vez mais o mercado está procurando profissionais de operação especializados na parte de automação, além de todas as responsabilidades que já lhe convinham: disponibilidade, segurança, entre outros, antes da cultura DevOps. Por outro lado, muitos desenvolvedores também vem trabalhando em processos de automação para melhorar os ambientes dos sistemas. E isso é muito positivo! Porém, temos que ter atenção e maturidade para tratar desse assunto.

Muitas da discussões são orientadas para questões de build contínua, entrega contínua ou utilização cloud (PaaS). Vejo uma falta de atenção com relação aos itens de disponibilidade e segurança, quando falado de build e entrega contínua. As pessoas normalmente expõem a parte “legal” de fazer as coisas, sonegando outros pontos de grande importância.

  • Build contínua = quero fazer inúmeros processos de automação distribuindo chaves de serviços e servidores espalhados em inúmeras ferramentas. Exemplo: Shippable, Travis, Git, Bitbucket.
  • Entrega contínua = quero realizar quantos deploys por dia eu precisar, sempre pensando em entregar o valor ao cliente final. Exemplo: Calma! Não é assim. Estamos em produção, não podemos ficar baixando a aplicação a todo momento, mesmo que seja 10 segundos.

Vejo o processo de automação inversamente proporcional as questões de segurança, mas não se pode negar que a automação gera muito valor aos negócios quando bem aplicado. É necessário sim, se atentar as questões de segurança, disponibilidade, entre outros e não tratar como algo secundário. É neste ponto que faço a observação e peço atenção, principalmente dos setores de desenvolvimento. Pois, por não terem “na veia” essa preocupação, podem ser tratados como segundo plano.

A integração entre operação e desenvolvimento nunca foi muito simples. As áreas tem objetivos, prioridades e expectativas diferentes, o que pode gerar conflitos quando não tratadas com respeito. Isso vem sendo trabalhado aos poucos, mas ainda existe a visão “cada um do seu mundo”.

Concluindo, ferramentas, cloud, automação, são apenas o “meio” para fazer DevOps. A parte mais difícil e essencial para que se tenha sucesso no processo é a mudança cultural e integração entre as equipes .

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s